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sábado, 23 de março de 2013

Tigre e tigritude


No passeio acelerado encontro o mestre
No silêncio a questionar a lua
De pena e semblante pesado,
Chinua Achebe fere o tempo,
Arrasta o espaço no arresto crítico
Questiona a visão da lua
Na incertidute de uma certa virtude escondida
A luz do dia com as suas cores
As versões dos fatos na boca dos griots
Nos gritos nas aldeias devastadas
Nos sorrisos amordaçados
Nos corpos trémulos de má memória

África ferida na guarida colonial
Os mondos choram ao longe
Telegrafando perigos de investidas
Sons estonteantes fermentam os medos
As lágrimas de pratas nas faces humanas
De negras que não se resume na negritude
Mas na humanidade das cores

***

A lua acelera em cada passo meu
Vigia tudo que eu faço
fecho os olhos, lá esta ela atenta,
Sedenta de beber no meu ser

O meu corpo transpira poesia
No encanto da maresia
No canavial de sonhos



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