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sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Muros silenciados
Neste momento perto da minha ex-Faculdade, Faculdade de Letras da UP, estão a silenciar os muros com águas e tintas. As frases da ordem estão a ser apagadas. O mais incrível é que, apesar de silenciarem os muros, os sentimentos das pessoas, os sofrimentos geo-referenciados nos corpos, jamais conseguirão apagar. As coisas estão pretas por esses lados. A abundância do capitalismo frenético deixou um buraco enorme de escassez e de sofrimentos de sonhos perdidos. As pessoas estão a sofrer muito e não há ciência que suavize esta crise de má memória.
Os suicídios aumentam todos os dias, os bastões das finanças já perderam a humanidade, tudo na lógica de salve quem puder. As ruas, quando não existe ajuntamento protestante, segue a sua desenvoltura no vazio; os espaços públicos perderam as almas. De vivalmas só se notam berros de inquietações nos muros das cidades, agora em processos de silenciamento.
As pessoas de outras margens que se cuidem. Sei que muitos cabo-verdianos querem aventurar-se neste pântano sem humanidade. O acordo para mobilidade é uma falsa questão. O time não é o melhor e não se conjectura momentos para a suavização do processo. O mercado de trabalho está em crise, a precariedade suga as almas nas desventuras de quem não tem como comer. Neste momento minha gente, é melhor ouvir os sons de boca bedju em Cabo Verde do que vir para aqui sofrer os bastões, a intolerância e o desprezo dos seres humanos. Os cidadãos estão a sofrer no silêncio. Inclusive muitos morrem no silêncio dos prédios sem alma subtraidos de medicamentos e de cuidados de assistência social. Os doentes oncológicos estão no desespero. Os gritos são globais, transversais que cruzam as estradas da vida da cidade perdida.
A vida rural está na moda. Reinventam-se as tradições, as terras que os senhores da Europa endossava com migalhas para não produzirem, a agricultura que já se torna na nova cultura de salvação. Enfim, este mundo, como dizia Kim di Santiago, "Pa torci" porque assim não dá.
domingo, 3 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Acontece em Lisboa
Uma proposta interessante para quem vive ou está em Lisboa; uma conferência sobre a Constituição Cabo-verdiana. Gostaria de aproveitar o ensejo de solicitar a ocasião para interpelar aos conferencistas sobre a moralidade que a constituição omite, sabendo que os cargos públicos parecem "bacias" ou "comidouros" dos titulares públicos. Fala-se de deluição de fronteiras em vários níveis da sociedade, fronteiras essas que confunde o cargo público e a rotina privada... Não será o momento de reflectirmos sobre isso? Sabendo que Cabo Verde e o mundo passa por uma situação muito preocupante no que tange as contenções de despesas públicas... o património colectivo que é de todos nós, quer das ilhas e da diáspora.
sábado, 15 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Balotelli e o muro
Esta fotografia está muito bem
conseguida! Sugiro que façam leitura desta imagem, aparentemente inofensiva…
Balotelli a desencravar do muro que o suporta. Esse muro chamado Alemanha, Italia, jornalismo e sociedade fabricada.
Pesada massa cinza que o aprisiona,
é violentamente puxada para fora do seu corpo.
Meus parabéns Balotelli. A linguagem
subversiva é poderosa! Diaxi-nho
terça-feira, 12 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
O homem elefante
Sabia que o homem é um ser mutável... de mutações que sugere confrontação para com o mundo. O que pretendo dizer é que para além da lógica genética que subjaz ao processo de transformação fisica do individuo, é a lógica psicossociológica que arca mais intensidade, carecendo de deslumbramento do olhar. Tudo na lógica sensacionalista, de poder do corpo e da fachada, e de um imaginário sucesso social. O facebookianismo de patente da orgia de circunstância que celebra o nosso ego mordaz, de um sucesso anunciado na taberna hiperreal.
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| Homem elefante; Jorge-badiu |
terça-feira, 24 de abril de 2012
Meus quadros, ora essa...
Amigos: vou partilhar umas criações minhas que andava debaixo de cama, criando teias de aranha. Não é nada de extraordinário tendo em conta os catálogos de bons criadores cabo-verdianos que existem por ali.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Mais um acervo do museu Thug Revolution
Praia, 28 Julho - A campanha presidencial e o atentado contra um magistrado, na semana passada, fez com que a comunicação social deixasse passar quase que despercebida a entrega das armas apreendidas pelo Comando Regional da Polícia Nacional da Praia, no período de Janeiro de 2010 a esta parte.
Um autêntico arsenal, entre armas brancas, armas artesanais e armas de guerra, foi entregue por Guilherme Cardoso (Minó), na Logística da Polícia Nacional no dia 21 do corrente, conforme notícia do jornal “A Semana” on-line.
As fotos aqui reproduzidas são do referido jornal e mostram, entre essas armas, 639 pistolas de calibre 8 e 9 mm, 6,35, 12 mm, 7,65 e 0,22 milímetros, de makarov, revólveres, espingardas de cano duplo e pistolas a gás.
Desse número, 578 são pistolas artesanais denominadas por “boca bedjo” de calibre 12mm.
Quanto às armas brancas foram apreendidas 2297 facas e navalhas, 453 catanas, 47 machados, 57 tacos de basebol, 28 punhais, 79 x-actos, 86 paus, na maioria apreendidos a grupos de delinquentes que os utilizam para a violência nos bairros.
Para além de espadas, martelos, frascos de lacrimogéneos, tesouras, serras de ferro, foices, chaves de fenda foram também apreendidos acessórios e materiais ligados à construção civil.
Image slow-motion: acervo de um Museu perto de si.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Que dizer sobre estas imagens? Elixir da juventude ou ciúmes?
O meu amigo Jovem partilhou comigo estas imagens: uma senhora (atleta vovó) de fazer inveja não pelo capote que a reveste mas pela energia e flexibilidade que ainda sustenta. Exemplo para as cabo-verdianas que precisam de conservar e tonificar a estrutura, sem pensar claro, na conservação preventiva do capote. A rigidez do capote é uma vantagem para fintar a velhice; realmente o que conta, mesmo, é a estrutura e o caparu dos músculos.
O Jovem (Edmilson) teve um momento de confissão, apesar de toda carga de masculinidade e do elixir da juventude: ciúmes da dona é duedu.
terça-feira, 24 de maio de 2011
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